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Um encontro ideal ou real?

Um encontro ideal ou real? 

 

Ludimila dos Anjos

CRP 04/49277

 

Puxando um pouco da história dos relacionamentos e de como as mulheres se casavam, é possível perceber que por muito tempo, essas eram arranjadas para seus maridos, sem ao menos conhecer o pretendente. Por muitas vezes, ainda eram jovens e o marido arranjado eram homens mais velhos. Um casamento sem liberdade, sem escolhas, mas romantizado.

 

Quantas vezes a escolha do brinquedo das meninas nas brincadeiras eram as boneca e, o ideal era o casamento e melhor ainda se fosse com o marido perfeito no qual a vida dos contos de fadas pudesse ser experimentada.

 

Olhando pra isso, hoje, fica um pouco mais fácil para entender, porque nós mulheres buscamos tanto por um homem perfeito. Fomos ensinadas dessa forma, não tivemos por muito tempo a liberdade de escolha, e a indústria vinha o tempo todo incentivando esse modelo de relacionamento e nossos pais e responsáveis comprando a ideia. 

 

Além da idealização feminina pelo príncipe encantado, o papel da mulher ganha destaque. A boa mulher era aquela que cuidava do seu marido, da casa, dos filhos e mantinha todas as tarefas em ordem para receber seu esposo no retorno do trabalho. Mulher passiva que estava pronta para receber as ordens do seu marido.

 

Com tamanha passividade, a expectativa por encontrar o príncipe encantado e viver felizes para sempre se tornou ainda mais desejada. Os anos se passaram, o casamento passou a ser uma instituição em que o casal se escolhe, mas o ideal do amor romântico ainda se faz presente.

 

Deixo aqui um convite para você…

 

Reveja o aprisionamento das ideias propagadas pelo amor romântico! 

 

Viver o amor romântico é criar expectativas irreais a respeito do outro, é viver uma história que você criou e conta com veemência, sem ao menos questionar a realidade dos fatos. Esse movimento, além de gerar insegurança e frustração, tende a direcionar para relacionamentos superficiais e tóxicos. 

 

As escolhas idealizadas tendem a afastar a essência do relacionamento real, aquele que está longe de ser um conto de fadas, que tem seus altos e baixo, mas que acima de tudo sabe cuidar, respeitar e reconhecer que, mesmo diante dos desafios individuais e conjugais, a relação continua valendo a pena.  

 

Quanto mais consciente da escolha do relacionamento e da realidade da vida a dois, mais a relação se torna compatível, onde ambos tem a oportunidade de crescer juntos, permitindo o amadurecimento individual e conjugal. Fatores esses que corroboram para o bem estar do relacionamento e a construção de um vinculo afetivo mias saudáveis.

 

Antes de qualquer coisa, cuide de você, prepare sua casa para receber o(a) parceiro(a) real. Aquele (a) que com todas as suas dores, fraquezas e vulnerabilidade escolhe caminhar contigo e deseja fazer valer a pena mesmo diante das dificuldades. 

 

Ao se preparar para receber o outro, você cuida de si e do seu relacionamento. Antes de tudo, é de suma importância o diálogo entre o casal, compreender o que é um valor para cada um dos cônjuges e o quanto ambos desejam doar para o relacionamento.  

 

Se você olha para o relacionamento com os olhos do mundo Disney, cheio de fantasias irreais, terá dificuldades para reconhecer o existente, palpável, genuíno, aquele que respeita, compartilha, nutri e promovo qualidade de vida pra si e para a relação.

Ludimila dos Anjos

CRP 04/49277

 

Atuo em Belo Horizonte como psicoterapeuta de casal e indivíduos.

Minha missão é auxiliar na potencialização da busca pela qualidade de vida nos relacionamentos.

 

Contatos: @reequilibrepsicologia / e-mail: ludmiladosanjos@hotmai.com

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Administrado por Tatiana Perez (CRP 07/26032)
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