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O que esperar de uma relação de casal saudável? | por Karina Loureiro

Karina Loureiro

CRP 05/48179

 

Quando nos tornamos nós, somos duas pessoas únicas que formam uma intercessão, não somos mais só um, nem o outro. Não somos maiores ou menores que o outro, nem estamos acima ou abaixo do outro. O que de fato acontece é um encontro. Tomar consciência dessa diferenciação enquanto indivíduos, mas também da unidade do casal, é essencial numa relação saudável.

Nesse encontro é importante manter a curiosidade. Quem é? Qual a sua cor preferida? Quais os seus hábitos? Qual o seu programa favorito? O que mais lhe chateia? São algumas perguntas que devemos fazer constantemente para conhecer o outro. Se você está num relacionamento duradouro é muito provável que a resposta para muitas dessas perguntas tenha mudado ao longo do tempo. Alguns casais vão perdendo essa curiosidade, deixando de olhar para o outro e focando nos compromissos, nas rotinas, nas cobranças, nas regras, nas tarefas e deixam de reconhecer a pessoa que está ao seu lado. Estes casais podem ter dificuldade de se reconectar. Sempre que perceber esse distanciamento, dedique-se a observar e retomar a curiosidade na relação com seu/sua companheiro(a).

Outro ponto é o equilíbrio entre o dar e o receber. Observe se você está dando mais do que recebendo ou se tem exigido muito do outro sem dar em troca. É importante ofertar amor de forma gratuita ao outro, mas também é fundamental receber esse amor. Costumo dizer que, quando a nossa jarra de água está vazia, começamos a dar caco de vidro para o outro. Renovar continuamente essa água é importante para podermos continuar ofertando. Da próxima vez que der as duas mãos ao seu/sua companheiro(a), observe se uma está dando e a outra, recebendo. 

A negociação é fundamental porque, enquanto casal, precisamos definir várias coisas em comum, tais como onde vamos morar, que móveis escolher, como dividir as tarefas domésticas, quem vai cuidar da parte financeira da família, em que escola os filhos vão estudar. A negociação é uma relação de ganha-ganha quando as partes expõem o que cada um pensa e chegam a uma tomada de decisão que seja boa para ambos. Negociar é abrir mão de algo meu para dar espaço a algo nosso.

A intimidade faz parte do amadurecimento de uma relação. Segundo Beatriz Cardella, psicóloga e autora do livro Laços e nós, “relações íntimas são aquelas que acolhem os conflitos, as carências e até o ódio. Acolher significa abrir os braços para que os conflitos aconteçam e sejam ultrapassados e não negados.”

Por fim, considero que focar nas potências da relação é essencial. Quando visitamos a história do relacionamento, podemos entrar em contato com as várias habilidades que o casal usou para superar os desafios ao longo do ciclo de vida do seu relacionamento. Focar nessas potências fortalece o casal para novas conquistas na relação.

Karina Loureiro

Psicóloga CRP 05/48179

Com Formação em Terapia de Casal e Família

Minha missão é ajudar casais e famílias a superar os desafios ao longo do ciclo de vida.

@karinaloureiro.psi

 

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