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Separação: o fim para o novo recomeço | por Dulcinea Leão

Separação: o fim para o novo recomeço

 

Dulcinea Miranda Pinto Leão

CRP 03/15560

 

Eles permaneceram casados por um bom tempo, cerca de vinte anos, mas com dez anos de casados, ela já sentia que algo estava errado naquele relacionamento. Porém, pensava “deve ser  coisa  da minha cabeça” e assim seguiram juntos, solitários. Uma situação que permeia  muitos relacionamentos que se arrastam por muito tempo, sem que um dos parceiros se permita partir.

 

 Mesmo a separação tendo se tornado algo comum em tempos atuais, permanecer juntos um tempo maior do que desejado traz para os parceiros um conforto irreal, pois diversos fatores impedem, muitas vezes, a decisão pela separação.  O medo, a dependência emocional, a questão financeira, os filhos, a dor da solidão, entre outros, são sentimentos conflitantes que levam a protelar a separação.

 

No relacionamento, quando o casal nutre algum sentimento de amor é sempre doloroso tomar a decisão entre ficar ou partir. Muitos são os questionamentos: o que mudou? O que eu fiz de errado? Vamos tentar mais uma vez? A frustração, a dor de querer tentar, paralisa. Porém, uma das partes entende claramente que está afetando a vida em comum do casal e acaba tomando a iniciativa pelo fim.

 

O processo da separação, por sua vez, geralmente traz sentimentos diversos: negação, raiva, impotência,  tristeza, afeta a autoestima, sentimento de desvalorização. Muitas separações provocam enfermidades emocionais, inclusive, visto que se refere a expectativa e sonhos que precisam ser recriados agora  sozinhos.

Então os sentimentos depois da separação se confundem, é um processo da elaboração do luto: raiva, negação, culpa e a aceitação.  Os hábitos que antes eram comuns ao casal aos poucos vão se transformando, criando rotinas diferentes, adaptando-se ao novo contexto vivenciado. 

 

Portanto,  após  a separação recomendo: busque sua própria identidade, dedique-se a sua atividade profissional, desenvolva sua rede de amigos verdadeiros e família. Busque autonomia, liberdade sexual. Estar sozinho não é sinônimo de solidão, e sim  de ressignificar a vida para novas oportunidades e recomeço.

Dulcinea Miranda Pinto Leão CRP 03/15560  atua como psicóloga, na cidade de Feira de Santana-Bahia.  Atendimento na clínica:  Individual e Terapeuta de Casal. Minha missão é entender a diversidade e ajudar nessa conexão consigo mesmo.

Contato: @dulcineamiranda.psi / email: dulcineamiranda.psi@gmail.com

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Administrado por Tatiana Perez (CRP 07/26032)
 51 99279-2559 | tatiperez@serterapeutadecasal.com.br