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O enteado na relação do casal: um caso real
| por Sônia Regina

Psicóloga Sônia Regina

CRP: 20663

 

Filho é algo muito importante na vida dos pais. Quando alguém elogia nosso filho ficamos super felizes, não é? Mas quando alguém mexe com ele, viramos uma fera! É muito comum você ouvir: “mexe comigo, mas não mexe com meu filho”! Eles fazem parte da nossa vida, do nosso corpo, da nossa alma!

 

O que dizer então quando alguém entra num segundo casamento e leva o filho para morar com ela e o padrasto, por exemplo. No começo, como só tem essa criança a relação entre criança e padrasto é amigável, a mãe percebe que não é muito amorosa, mas vão levando. Depois de um tempo a mãe fica grávida e a família cresce, agora com o padrasto sendo pai. Conforme a criança vai crescendo o pai vai se apegando cada vez mais ao filho e ficando cada vez mais distante de seu enteado. 

 

A mãe vai percebendo que seu primeiro filho está ficando cada vez mais de lado em relação ao padrasto. Que o marido, quando chega do trabalho, fica bastante tempo brincando com o seu filho e nem percebe a outra criança, normalmente só fala com ele para brigar por alguma coisa que fez. Por mais que a mãe fale para ele se aproximar mais do enteado, ele responde que conversa  sim, mas não percebe que sua fala é só para repreender. 

 

Essa situação também pode acontecer quando o marido entra em outra relação levando um filho de outro casamento que esteja sob sua guarda. E depois de um tempo a esposa pode ficar grávida e com o tempo dar mais atenção ao seu filho e menos ao enteado, também sem perceber isso.  Muitas vezes a consanguinidade vira prioridade e quem mais sofre são as crianças preteridas.

 

Acompanhei um caso assim e minha conduta para ajudar o marido a enxergar o quanto ele estava sendo parcial com as crianças foi fazendo uma constelação, já que atendia o casal com a queixa de brigas por causa dos filhos. Constelei o pai. Ficou muito claro para ele, depois da constelação, o quanto se afastava do enteado para dar atenção só para seu filho. Foi muito emocionante vê-lo chorar, quando ele se via de costas para o enteado. Foi muito bonito quando ele disse para o enteado que o via, que sentia muito pelo que estava fazendo e que o amava. No final o pai colocou o representante do enteado de um lado , ele no meio e o filho do outro. 

 

Ficou claro que tudo era muito inconsciente para este pai e ele se vendo, de fora, representado por um boneco, pode ver como agia com relação às crianças o trazendo à realidade. A conexão com esta realidade harmonizou não só sua relação com a esposa, mas também com seu enteado, equilibrando a relação familiar.

Psicóloga Sônia Regina

CRP: 20663

 

Atua desde 1990 como psicóloga clínica. É Junguiana e utiliza como ferramenta nos atendimentos a Psicologia Positiva, a meditação e a Constelação familiar.

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Administrado por Tatiana Perez (CRP 07/26032)
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