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As escolhas amorosas ocorrem por acaso? | por Crismone Oliveira

Crismone Oliveira

CRP 07/33096

 

É de comum acordo que a busca por relacionamentos saudáveis é interesse da maioria das pessoas.

 

Entretanto, é comum também que algumas relações tragam prejuízos, sofrimentos e problemas.

 

A escolha nas relações nem sempre se dá ao acaso como imaginamos. Acontece a partir das expectativas baseadas nas necessidades emocionais e nas demandas vivenciadas na infância. As experiências vivenciadas na família podem ser recordadas positivamente ou negativamente, conforme frequência, intensidade e carga emocional com que se apresentam.

 

As experiências no início da vida são importantes para o desenvolvimento da personalidade e quando as necessidades emocionais não são atendidas minimamente ocorre a formação de crenças disfuncionais para justificar a hostilidade ou carência do meio em que o indivíduo está inserido.

 

Na família de origem aprendemos o modelo de referência de casal e as experiências vivenciadas durante o desenvolvimento infantil podem influenciar diretamente na busca de relacionamentos e experiências que ofereçam o conforto da familiaridade na vida adulta.

 

Dessa forma, nos relacionamentos afetivos adultos pode haver a repetição de padrões aprendidos nos primeiros anos de vida.

 

Na interação com o parceiro ocorre a tentativa de recuperar as necessidades emocionais da infância. A maneira que aprendemos a pensar, sentir e se comportar durante o desenvolvimento infantil influenciam diretamente nas formas de vivenciar os relacionamentos amorosos na vida adulta.

 

A relação conjugal vem acompanhada da expectativa que o parceiro supra as nossas necessidades emocionais. Devemos considerar que o ser humano trava lutas internas com desejos e necessidades não atendidas e sentimentos dolorosos, através de uma variedade de mecanismos de defesa, que são formas específicas de lidar com essas experiências e interferem diretamente no tipo de relacionamento amoroso que se estabelecerá na vida adulta.

 

Quando duas pessoas se unem para formar um casal, cada uma leva para o casamento um conjunto de crenças constituídas ao longo de suas vivências com as famílias de origem. Além disso, a escolha do parceiro e o tipo de relação que se estabelece com este podem servir como ativadores de crenças internas. Os modelos de expectativas e as interpretações que realizamos sobre o nosso comportamento e o comportamento de terceiros influenciam a maneira pela qual nos relacionamos.

 

O nosso comportamento, também influencia a forma pela qual as pessoas se relacionam conosco, formando, assim, um ciclo contínuo de interação. 

 

A busca pela manutenção de padrões aprendidos nas relações familiares é um aspecto crucial na escolha dos pares. No processo terapêutico é possível rever os padrões de atração e as expectativas quanto às relações afetivo-sexuais.

 

Assim, torna-se possível fundamentar seus relacionamentos de forma saudável, podendo abrir um novo espaço para o desenvolvimento pessoal, levando a maior flexibilidade de padrões de escolha. 

 

Determinadas situações podem servir de gatilhos para um padrão destrutivo de respostas cognitivas, comportamentais, emocionais e biológicas. Dessa forma, ocorre um ciclo de ativação que se remetem às experiências da infância e a utilização de modos desadaptativos entre os cônjuges, gerando insatisfações no relacionamento.

 

Entender essa dinâmica pode mudar padrões desadaptativos estabelecidos. Sendo assim, mesmo que as crenças desadaptativas aprendidas influenciem negativamente os padrões de escolha conjugal e a dinâmica que a relação estabelece, o enfraquecimento dessas crenças pode alterar a vulnerabilidade de relacionamentos adultos.

 

É importante ressaltar que o processo terapêutico pode, inclusive, mudar o foco de atração e a parte disfuncional do amor romântico.

 

Neste sentido, compreender estes padrões disfuncionais e buscar meios saudáveis para mudá-los pode contribuir de forma positiva na construção de relacionamentos mais leves. O processo psicoterapêutico pode ser um grande aliado neste processo de compreensão e mudanças.

Crismone Oliveira

CRP 07/33096

 

Graduada em Psicologia pela UNICNEC, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental pela UNIFIA e pós-graduanda em Terapia Familiar pela Unyleya. Atualmente, atuo com psicoterapia online auxiliando meus pacientes a desenvolver relacionamentos saudáveis consigo mesmo e com as pessoas ao redor através de autoconhecimento e inteligência emocional. Você pode conhecer um pouco melhor meu trabalho através do meu perfil no Instagram @psicocrismoneoliveira.

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Administrado por Tatiana Perez (CRP 07/26032)
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