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O casal e a parentalidade | por Adriana Carvalho

Adriana Elisa Costa Carvalho

CRP 01/18117

 

Ao longo do nosso desenvolvimento, tanto individual quanto familiar, observamos que na relação de um casal existe um processo de ciclo vital esperado.

 

Pesquisadoras referência na área, Carter e McGoldrick (1995 apud MENEZES e LOPES, 2007) consideram o ciclo de vida familiar como sendo dividido em seis estágios:

 

(a) jovens solteiros; (b) novo casal; (c) famílias com filhos pequenos; (d) famílias com filhos adolescentes; (e) lançando os filhos e seguindo em frente – o ninho vazio; e, finalmente, (f) famílias no estágio tardio de vida.

 

Dentro de cada um desses ciclos existem estressores esperados. A fase de um casal com filhos pequenos por exemplo, traz desafios que podem interferir na construção e desenvolvimento de sua conjugalidade.

 

Para Barbiero e Baumkarten (2015) é esperado que haja mudanças físicas, psicológicas e sociais na conjugalidade dos pais quando se tem um bebê. Podemos citar alguns exemplos: para um casal com filho recém-nascido prevê-se que ocorram desafios no quesito da relação sexual.

 

A diminuição da  frequência sexual pode acontecer neste período, pela dificuldade do casal em achar o melhor “momento para o sexo”. Pode haver também dificuldade de entender que não irão conseguir ter a mesma vida que tinham antes da chegada do filho. Este momento exigirá renúncia frente à saídas com os amigos e o sono estará instável e/ou praticamente privado. 

 

Haverá também mudança na divisão de tarefas, nos papéis parentais, nas tarefas financeiras e nas regras do funcionamento familiar.

 

A transição para a parentalidade exige que o casal, além de aceitar o novo membro no sistema, crie espaço para o filho e para os papéis de pai e mãe” (DUARTE e ZORDAN, 2015).

 

Com isso, a energia daquele casal estará basicamente direcionada para aquele bebê, que precisará de todos os cuidados necessários para a sua sobrevivência. Os pais precisarão unir-se na construção da educação e sairão da situação social de casal, passando a receber o status de família. Haverá também um possível distanciamento da família de origem e uma construção dos papéis dos avós.

 

Frente a todas essas transformações é importante que o casal conheça como foi formada a sua construção conjugal e observe as mudanças ocorridas com a vinda de um bebê. É o momento de tentar compreender os novos papéis e criar estratégias que facilitem atravessar essa nova etapa de maneira saudável. 

 

A reconstrução da conjugalidade, ou seja, a manutenção da conexão do casal como casal diante à essa nova fase pode ser facilitada por uma psicóloga. Esta auxiliará na identificação e reconstrução da vida a dois (agora com um terceiro membro familiar), ressignificando o que é ser casal, o que esperam um do outro e qual o contrato do relacionamento amoroso para além dos filhos.

 

Adriana Elisa Costa Carvalho

CRP 01/18117

 

Psicóloga especialista em Terapia Cognitivo Comportamental.
Formada em Psicologia Perinatal e da Parentalidade; em Terapia de Esquemas e em Terapia de Casal.
Trabalha com Psicoterapia individual, tentantes, gestantes, pós parto e Terapia de casal em todos os contextos.
Rede social: @driterapia

 

 

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Administrado por Tatiana Perez (CRP 07/26032)
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